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MCTI e Instituto Alana liberam R$60 milhões para pesquisas que acelerem diagnóstico e tratamento da endometriose e fortaleçam o SUS com novas tecnologias.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Alana anunciaram, em junho, um investimento conjunto de R$ 60 milhões para pesquisas e inovações voltadas ao diagnóstico e tratamento da endometriose, da dor pélvica crônica e da saúde menstrual no Brasil.
Do total, R$ 50 milhões virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio de uma chamada pública nacional para apoiar pesquisas de ponta e o desenvolvimento de tecnologias e produtos que acelerem o diagnóstico e aumentem a eficácia dos tratamentos. Outros R$ 10 milhões serão aportados pelo Instituto Alana para criar uma rede nacional de pesquisa dedicada ao tema.
A iniciativa tem como objetivos ampliar o conhecimento sobre as causas dessas condições, fortalecer grupos de pesquisa em todo o país, desenvolver novos métodos de diagnóstico, aperfeiçoar terapias, estruturar biorepositórios e analisar os impactos sociais e econômicos relacionados à endometriose e à saúde menstrual.
A endometriose é apontada como um problema que provoca dores incapacitantes, afeta a saúde mental e prejudica trajetórias educacionais e profissionais. Pacientes relatam longos atrasos até o diagnóstico correto, além de estigmas e limitações que comprometem qualidade de vida — questões que motivam o direcionamento dos recursos para pesquisa e inovação.
O lançamento da chamada pública resulta de um processo de construção iniciado em 2025, quando MCTI e Instituto Alana firmaram um protocolo de intenções durante o Seminário Pesquisa e Inovação em Endometriose no Brasil. Desde então, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e organizações da sociedade civil colaboraram para transformar demandas históricas em ações concretas.
Autoridades citadas como apoiadoras da medida incluem a primeira-dama Janja Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cuja atuação contribuiu para o avanço da pauta e para a inclusão de um protocolo específico no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o MCTI, trata-se do maior aporte da história do ministério voltado à saúde da mulher e à saúde menstrual. A ação integra um esforço mais amplo do governo para vincular ciência e saúde, utilizando instrumentos do FNDCT — crédito, subvenção e recursos não reembolsáveis — para apoiar instituições de ciência e tecnologia e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Desde o início da gestão atual, o ministério informa ter investido mais de R$ 6 bilhões em projetos na área de saúde, abrangendo pesquisa, inovação e produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos estratégicos para o SUS. A experiência da pandemia também é destacada como fator que reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade produtiva nacional.
O anúncio reforça a premissa de que a ciência deve servir à vida e à promoção da igualdade, com a promoção da dignidade menstrual e a busca por melhores condições de saúde para milhões de brasileiras.
Fonte da imagem: Assessoria Rodrigo Cabral / MCTI
Fonte das informações: Assessoria
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