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  • 02 Aug, 2026

Especialistas alertam que a Amazônia se aproxima de ponto de não retorno; CECTA foi reativada após décadas e pede cooperação prática e ação urgente.

Martin von Hildebrand, secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), alerta que a Amazônia “está sob pressão e se aproxima de um ponto de não retorno”. Especialista em etnologia com longa atuação na região, Hildebrand reforça a gravidade do momento após a reativação, há cerca de um mês, da Comissão Especial de Ciência e Tecnologia da Amazônia (CECTA), que havia ficado inativa por quase três décadas.

A comissão reativada traçou uma pauta extensa para compensar anos de inércia. Vanessa Grazziotin, diretora-executiva da CECTA, enfatiza que a cooperação entre países amazônicos precisa se converter rapidamente em ações práticas. Segundo ela, planejamento já foi feito por muito tempo; agora, a execução é urgente para evitar danos irreversíveis ao bioma.

A Associação Rondoniense de Municípios (AROM) realiza processo eleitoral para renovar sua direção. Disputam a presidência os prefeitos Marcélio Rodrigues Uchoa, de Nova Mamoré, e Sydney Borges, de Alvorada do Oeste. A entidade, criada na década de 1980, teve entre seus primeiros presidentes o então prefeito Valdir Raupp; outros nomes que passaram pela AROM incluem José Bianco e Hildon Chaves.

O MDB de Rondônia, partido que já ocupou o governo estadual e cadeiras no Senado, projeta uma nova candidatura ao Palácio do Governo para 2026: o professor universitário Pedro Abib, da Universidade Católica. Como possíveis candidaturas ao Senado, o partido aponta o ex-governador Confúcio Moura e o ex-senador Amir Lando.

Há sinais de coordenação entre pré-candidatos ao governo sob a articulação do ex-senador Expedito Júnior. Adailton Fúria (PSD) e Expedito Neto (PT) estariam alinhados para que, em caso de ida ao segundo turno, um apoie o outro. Observadores políticos destacam que os debates e a campanha vão mostrar se essa suposta união se mantém sob pressão pública.

O pré-candidato ao Senado Bruno Scheit (PL) atribui à falta de oportunidades a recente evasão populacional registrada pelo IBGE em Rondônia. Especialistas e empresários locais, no entanto, apontam um cenário atual de escassez de mão de obra em setores como construção civil, supermercados e restaurantes, o que indica disponibilidade de vagas e demanda por trabalhadores. A migração anterior foi influenciada pelo ciclo pós-usinas, com deslocamento de trabalhadores para outros estados.

Decisões judiciais tornaram inelegíveis dois governadores da região Norte que disputavam vagas ao Senado: Gladson Cameli (Acre) e Antônio Denarium (Roraima). Ambos lideravam pesquisas locais antes das condenações. Enquanto isso, outros ex-governadores da Amazônia, como Wilson Miranda (Amazonas) e Helder Barbalho (Pará), permanecem elegíveis, e a disputa no Amazonas segue equilibrada entre Wilson Miranda e o senador Omar Aziz.

Na conjuntura dos estados vizinhos, o deputado estadual Roberto Cidade assumiu interinamente o governo do Amazonas como governador tampão. Em Roraima, foi marcada eleição suplementar para 21 de junho, destinada ao mandato tampão após a cassação do governador. Em outros casos, vices estaduais assumiram o comando no Acre e no Pará após renúncias dos governadores que passaram a concorrer ao Senado.

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha já declarou apoio ao ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) na disputa pela sucessão estadual, mobilizando a estrutura administrativa estadual em favor do candidato.



Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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