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  • 22 Sep, 2026

Brasil detém a 2ª maior reserva de terras raras, mas precisa de capital, tecnologia e autorizações regulatórias, e depende de empresas estrangeiras.

A China concentra cerca de 70% da mineração e 90% do processamento das terras raras no mundo. O Brasil, embora seja o segundo país com maiores reservas, continua dependente de empresas e tecnologia estrangeiras — em especial chinesas e norte-americanas — para explorar e beneficiar esses minerais. Autoridades brasileiras têm sinalizado que não aceitam permanecer apenas como fornecedoras de matéria-prima, mas enfrentam limitações estruturais e tecnológicas para mudar esse quadro.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) é responsável por analisar e autorizar atividades de mineração em áreas de fronteira; a exploração depende ainda de pareceres da Agência Nacional de Mineração (ANM) e de licenças ambientais. Na prática, a presença de crimes ambientais e ocupações ilegais na Amazônia complica o processo e exige cuidados legais e técnicos adicionais quando há participação de interesses estrangeiros.

Embora as terras raras sejam tratadas oficialmente como questão de segurança nacional, a extração e o processamento exigem etapas longas, dispendiosas e com alta demanda por tecnologia avançada. Por isso, nos próximos anos o país deverá continuar precisando do interesse e da parceria de empresas e especialistas internacionais para viabilizar projetos completos e gerar ganhos produtivos e financeiros.

Nas eleições de 2026, quase 5 mil municípios brasileiros escolherão presidente e vice-presidente, 27 governadores e seus vices, 513 deputados federais, 54 senadores, 1.025 deputados estaduais e 24 distritais (em Brasília). O pleito projeta novamente um cenário polarizado semelhante ao de 2022, com força das correntes pró-Lula e pró-Bolsonaro, e dificuldades dos opositores para romper essa polarização.

Em nível federal, nomes como os ex-governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais) ainda não conseguiram, até agora, se consolidar como alternativas viáveis ao embate polarizado entre os polos principais.

Em Rondônia, a disputa eleitoral estadual ganha novo capítulo em Porto Velho. O pré-candidato Adailton Fúria (PSD) recebeu o apoio do ex-deputado estadual e empresário da comunicação Everton Leoni, que se afastou de seu programa diário na TV Record para atender à legislação eleitoral. Porto Velho concentra cerca de um terço do eleitorado do estado e deve ser um dos principais fronts da campanha após as convenções, previstas para o final de julho.

Além do reforço de Leoni, a campanha de Fúria conta com o alinhamento do atual governador Marcos Rocha e com a estrutura administrativa estadual como um segundo trunfo eleitoral.

Espera-se renovação nas bancadas da Assembleia Legislativa de Rondônia e da Câmara dos Deputados em Brasília, em razão da insatisfação do eleitorado com omissões e desempenho de mandatos anteriores. Entre nomes em ascensão aparecem Marley Mezomo (Ariquemes) para a Assembleia Legislativa e Sofia Andrade e Euma Tourinho em Porto Velho como candidatas com chances à Câmara Federal.

Apresentadores de televisão e radialistas também se afastaram de seus cargos para disputar eleições. Nomes conhecidos no segmento policial regional, como o comunicador apelidado de Farofino (Ji-Paraná) e o veterano Augusto José (Porto Velho), são postulantes que podem surpreender nas votações locais.

Na administração municipal de Porto Velho, o prefeito Leo Moraes (Podemos) anunciou a construção de quatro creches — uma na sede e outras em distritos populosos — atendendo reivindicação recorrente de mães e responsáveis. As obras foram viabilizadas com recursos federais, após projetos técnicos apresentados pela prefeitura, mas ocorrem num contexto de contenção orçamentária.

Em Ariquemes, a prefeita Carla Redano comemora obras em fase adiantada: a nova rodoviária e o aeroporto regional do Vale do Jamari, reforçando o papel do município como polo regional em Rondônia. Paralelamente, contribuintes de Porto Velho seguem reclamando da demora na regularização de imóveis, com procedimentos administrativos como a troca de nomes no IPTU chegando a durar até seis meses.

Nas convenções partidárias do PSD, que ocorrem ainda este mês, é aguardado o anúncio de apoio do ex-governador Ivo Cassol ao candidato Adailton Fúria, movimentação que pode consolidar alianças e intensificar a disputa estadual em Rondônia.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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