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  • 18 Apr, 2026

O TCE-RO avançou com fiscalizações nas unidades de saúde de Porto Velho, identificando falhas críticas e promovendo melhorias nos serviços de atendimento.

No domingo, 21 de setembro, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) deu continuidade às Fiscalizações Permanentes na Saúde, realizando visitas ao Hospital Infantil Cosme e Damião, à Assistência Médica Intensiva (AMI) e ao Hospital de Base (HB). O objetivo dessa ação é monitorar o funcionamento dos serviços de saúde, detectar falhas e promover melhorias que beneficiem a população e os trabalhadores da saúde.

A presença do TCE-RO nas unidades hospitalares é crucial para a identificação ágil de problemas que impactam diretamente os serviços prestados à população, garantindo um atendimento mais eficiente, seguro e humanizado. Além disso, essa fiscalização assegura que os recursos públicos sejam utilizados de maneira responsável, contribuindo para melhores condições de trabalho e atendimento adequado aos cidadãos.

Na AMI, as visitas já demonstram resultados positivos. Uma das principais melhorias foi a reforma no necrotério do hospital, que passou a contar com melhores condições de conservação e respeito aos pacientes e seus familiares. Também foi possível disponibilizar insumos essenciais, como toucas, gazes, compressas e luvas, que estavam em falta e são fundamentais para o trabalho dos profissionais de saúde.

A coordenadora adjunta da AMI, Midiã Quirino Roberto Rodrigues, ressaltou a relevância da ação do TCE-RO, afirmando que a presença do Tribunal permite que as necessidades da unidade sejam compreendidas e atendidas. O paciente Sérgio Campos Barbosa também elogiou as melhorias obtidas, defendendo a continuidade das fiscalizações como um meio de aprimoramento constante.

Em contraste, o Hospital de Base enfrentou sérios problemas identificados durante a fiscalização. Falhas críticas foram notadas na enfermaria do Centro Obstétrico e no Berçário, incluindo a falta de uma escala de plantão e um número insuficiente de profissionais, o que prejudica a organização dos serviços. A infraestrutura do hospital também é motivo de preocupação, com infiltrações, rachaduras e falhas em equipamentos essenciais.

A fisioterapeuta Ana Clécia destacou a importância da fiscalização, concordando que essa ação é necessária para manter a ordem nos serviços de saúde. Além disso, a superlotação, resultante do encaminhamento excessivo de pacientes de outras regiões, intensifica a pressão sobre a estrutura do hospital.

No Hospital Infantil Cosme e Damião, os avanços foram notáveis, mas ainda existem desafios a serem enfrentados. A unidade conta com um número adequado de ventiladores mecânicos, e problemas como goteiras em enfermarias foram resolvidos. No entanto, a falta de profissionais continua sendo uma questão crítica, dificultando a organização e os cuidados com os pacientes.

Sobre o trabalho do TCE-RO, a fisioterapeuta Hismaylla Julien apreciou a abertura para dialogar sobre as necessidades da unidade, afirmando que a fiscalização proporciona uma importante oportunidade de escuta.

Embora as visitas tenham sido finalizadas, o trabalho do TCE-RO continua. Os resultados das fiscalizações serão compilados em relatórios técnicos com recomendações práticas, e o acompanhamento será constante. O objetivo é sempre melhorar as condições de atendimento e de trabalho nas unidades de saúde, comunicando à Secretaria Estadual de Saúde as providências imediatas necessárias.

Fonte das informações: TCE-RO