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  • 01 Aug, 2026

Lucro de US$1,375 bi no 2º tri, pressionado por marcação a mercado e aumento de tributos; Vale lança recompra de até 100 milhões de ações e pagará US$1,7 bi.

A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (30). O resultado foi pressionado pela piora do desempenho financeiro, principalmente pela marcação a mercado de derivativos e pelo aumento dos tributos sobre o lucro.

No resultado proforma, que exclui itens não recorrentes, o lucro líquido ficou em US$ 1,6 bilhão no trimestre, recuo de 26% na comparação anual. A empresa apontou uma variação negativa de US$ 798 milhões relacionada à marcação a mercado de derivativos e um impacto de US$ 326 milhões associado a efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias.

Segundo a Vale, esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 642 milhões no Ebitda proforma e pelo efeito de provisão relacionado à Samarco registrado no segundo trimestre de 2025, refletido nos resultados de equivalência patrimonial de coligadas e joint ventures.

Em comunicados separados, a companhia anunciou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações e informou o pagamento de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio.

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, disse no relatório financeiro que a empresa "entregou resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos".

O Ebitda ajustado somou US$ 3,676 bilhões entre abril e junho, alta de 9% ante o mesmo período de 2025, impulsionado pelos preços realizados e pelo aumento do volume de vendas. A receita líquida de vendas foi de US$ 10,498 bilhões no trimestre, avanço de 19% na comparação anual.

As vendas cresceram em todos os negócios: minério de ferro (+3%), cobre (+10%) e níquel (+7%). O preço realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 12% em relação ao segundo trimestre de 2025; o cobre teve preço realizado de US$ 14.062 por tonelada, avanço de 57%.

Na divisão de metais básicos, o Ebitda ajustado subiu 79%, para US$ 1,289 bilhão, impulsionado principalmente pelo cobre, cujo Ebitda avançou 91%, para US$ 1,026 bilhão. Na unidade de Soluções de Minério de Ferro, o Ebitda ajustado cresceu 3%, para US$ 3,056 bilhões.

O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,505 bilhão no trimestre, 49% acima do registrado um ano antes, impulsionado pelo maior Ebitda proforma e pelo menor pagamento de tributos. A dívida líquida expandida encerrou junho em US$ 16,677 bilhões, uma queda de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior.

A Vale revisou as estimativas para produção e custos de cobre e níquel em 2026, elevando o piso das faixas de produção após desempenho operacional mais forte no primeiro semestre.

Veja abaixo a revisão das estimativas de produção e de custo para 2026.

ProdutoEstimativa produção (antes)Estimativa produção (atual)Custo previsto (antes)Custo previsto (atual)
Cobre350–380 mil t360–380 mil tUS$ 1.000–1.500/taté US$ 500/t
Níquel175–200 mil t185–200 mil tUS$ 12.000–13.500/tUS$ 10.000–11.500/t

O lucro líquido divulgado ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de US$ 1,8 bilhão, segundo dados de mercado compilados pela empresa. A Vale também informou que o comportamento dos preços realizados e os ganhos operacionais contribuíram para a melhora das margens em diferentes segmentos.

Fonte da imagem: Washington Alves/Reuters

Fonte das informações: g1

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