Carregando...

  • 03 Aug, 2026

Em sessão na Alero, cadeira vazia simboliza cumprimento da Lei 6.354/2026 em homenagem às mulheres mortas; Rondônia registra alta nos feminicídios.

Durante a sessão solene realizada na segunda-feira (22) na Assembleia Legislativa de Rondônia, um assento vazio à mesa de autoridades chamou atenção como símbolo institucional. O deputado estadual Ismael Crispim (PP), proponente do evento, explicou que a cadeira vazia foi mantida em cumprimento à Lei nº 6.354/2026, que determina a presença do símbolo em atos oficiais do Executivo e do Legislativo do estado.

O deputado afirmou que a medida tem caráter pedagógico e busca lembrar as mulheres cujas vidas foram interrompidas pela violência. Na abertura dos trabalhos, Crispim destacou a necessidade de conscientização permanente, especialmente entre homens em espaços de poder, e afirmou que o combate à violência contra a mulher exige atuação para além das medidas punitivas.

“É responsabilidade do Estado não só o serviço da segurança pública no momento de tentar corrigir, mas também de, de forma pedagógica, todos os dias dizer à sociedade que a mulher merece ser respeitada”, disse o parlamentar, encerrando a homenagem com um pedido de aplausos dedicados às mulheres.

Os dados recentes mostram o contexto severo em Rondônia. Em 2022, o estado liderou o ranking nacional de feminicídios, com uma taxa de 3,1 mortes para cada 100 mil mulheres. No levantamento relativo a 2025, Rondônia passou ao segundo lugar, com taxa de 2,9 feminicídios por 100 mil mulheres, atrás apenas do Acre.

Ao analisar a série histórica entre 2021 e 2025, os registros de feminicídio em Rondônia tiveram aumento de 53,8%, crescimento significativamente superior à média nacional no mesmo período.

Outras formas de violência de gênero também apresentam índices elevados: em 2023, a taxa de estupros e estupros de vulneráveis foi de 151,4 por 100 mil mulheres em Rondônia, acima da média nacional de 128,5 por 100 mil.

A taxa geral de homicídios femininos no estado chegou a 5,9 por 100 mil mulheres, comparada à média nacional de 3,5. As estatísticas revelam ainda um recorte racial e social: mulheres pretas e pardas são as principais vítimas da violência letal em Rondônia, com taxa de 6,3 homicídios por 100 mil.

Grande parte das agressões ocorre no ambiente doméstico e tem como autores principais companheiros ou ex-companheiros das vítimas, segundo levantamentos sobre a dinâmica desses crimes.

Fonte das informações: Rondoniaovivo

Sua experiência neste site será melhorada, permitindo que os cookies Política de Cookie