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  • 25 May, 2026

Propõe avançar com a Ferrogrão e outras obras estratégicas, usando a democracia para proteger povos indígenas e minimizar os impactos ambientais.

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O debate sobre a expansão ferroviária no Brasil ganhou nova dimensão ao comparar a experiência histórica dos Estados Unidos com os desafios locais. Enquanto os EUA concluíram uma malha ferroviária transcontinental entre 1869 e 1916, a construção de grandes obras no Brasil enfrenta resistências internas e preocupações sociais e ambientais.

Um projeto estratégico em pauta é a Ferrogrão (EF-170), com quase mil quilômetros entre o Mato Grosso e o Pará, concebida para escoar o aumento da produção agropecuária. Autoridades e setor produtivo defendem a ferrovia pela eficiência logística; críticos apontam riscos ambientais e impactos sobre populações locais.

Ao contrário do passado norte-americano, quando a expansão ferroviária esteve associada a violência contra povos indígenas, especialistas lembram que no Brasil a população indígena sofreu grande redução histórica. Ainda assim, a democracia contemporânea e os instrumentos legais oferecem meios para tentar evitar novos atos de violência, por meio de planejamento, licenciamento e diálogo com comunidades.

O desafio, segundo analistas, é conciliar a necessidade logística e econômica da Ferrogrão com medidas de prevenção e mitigação ambiental. Protestos vão atrasar obras, mas dificilmente as impedirão; a alternativa defendida por técnicos é aprofundar o mapeamento de riscos e impor condicionantes que reduzam ao máximo os danos a fauna, flora e comunidades afetadas.

No âmbito rodoviário, as obras de recuperação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, avançam após o Ibama conceder licença ambiental ao DNIT. No trecho conhecido como “meião” estão em construção três pontes de concreto sobre os igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza, parte de um esforço para recuperar a trafegabilidade e reduzir o impacto das cheias.

Recentemente foram liberadas e reabertas pontes que haviam sido destruídas pelas enchentes de 2024 nas proximidades do município de Careiro, na região metropolitana de Manaus. A expectativa das administrações locais é retomar benefícios econômicos e logísticos semelhantes aos observados após o asfaltamento da estrada nos anos 1970.

No cenário político de Porto Velho, quase a totalidade dos 24 vereadores disputa cargos nas eleições de 2026 — para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e até o Senado. Historicamente a Câmara Municipal é berço de deputados estaduais e federais, e nesta pré-campanha os vereadores procuram capitalizar votos e apoio eleitoral.

O prefeito Leo Moraes e a vice Magna dos Anjos, após divergências iniciais, retomaram aparições públicas conjuntas em entregas de obras municipais. A reconciliação fortalece a base do partido na capital, incluindo parcelas do eleitorado evangélico que foram determinantes na eleição anterior.

A relação entre prefeitos de Porto Velho e governadores estaduais tem alternado entre apoio e conflitos. Episódios históricos incluem atritos que desgastaram administrações municipais e, em outros momentos, apoio decisivo de governadores a prefeitos adversários. Essas dinâmicas evidenciam a dependência financeira e política da capital em relação ao Palácio do Governo.

No plano partidário estadual, o deputado federal Lúcio Mosquini trocou a presidência do MDB por filiações a outras legendas com o objetivo de disputar o governo de Rondônia. As mudanças não resultaram nas articulações esperadas, e sua inserção mais recente em outro partido o deixou em posição secundária nas decisões internas.

O setor varejista em Porto Velho registra expansão: a rede Meta 21 inaugurou sua quinta unidade na Avenida dos Imigrantes e a Rede Gonçalves abriu sua oitava loja na periferia. Esse crescimento beneficia consumidores por meio de maior oferta e preços competitivos, mas também tem provocado o fechamento de pequenos mercadinhos locais, incapazes de competir.

Especialistas e lideranças locais defendem investimentos em um cinturão verde produtor de hortifrutigranjeiros para reduzir a dependência de produtos vindos de outras regiões. Propostas incluem parcerias entre governo estadual e prefeitura para incentivar produção local, logística e abastecimento de hortifrutis na capital.

Fonte da imagem: Foto: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo