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  • 05 Aug, 2026

Porto Velho libera Aedes aegypti infectados com Wolbachia para reduzir transmissão de dengue, zika e chikungunya em 27 bairros, beneficiando 276 mil moradores.

Porto Velho inicia a implantação do Método Wolbachia, estratégia do Ministério da Saúde desenvolvida em parceria com a Fiocruz que utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.

A técnica consiste na liberação de Aedes aegypti portadores da bactéria, que impede o desenvolvimento dos vírus dentro do mosquito. No novo insetário da capital, ovos enviados de Curitiba passam por todo o ciclo de desenvolvimento até a fase adulta; em seguida, os mosquitos são soltos por equipes da Prefeitura nos bairros contemplados.

Após a liberação, os mosquitos com Wolbachia cruzam com os Aedes locais e transmitem a bactéria às gerações seguintes, aumentando progressivamente a proporção de vetores incapazes de transmitir os vírus.

Representante técnico do projeto Wolbachia em Porto Velho.
Representante técnico do projeto Wolbachia em Porto Velho.

A ação deve alcançar mais de 276 mil moradores em 27 bairros de Porto Velho. O método já é aplicado em 15 países e apresenta resultados positivos em outras cidades brasileiras: em Niterói (RJ) houve redução de 89% dos casos de dengue e em Campo Grande a diminuição foi de aproximadamente 64%.

O biólogo e pesquisador da Fiocruz Diogo Challegre explicou que o primeiro passo é informar a população e que a nova abordagem complementa, e não substitui, as ações tradicionais de combate ao mosquito. "Durante muito tempo aprendemos que era preciso eliminar o mosquito e isso continua sendo importante. A diferença é que agora existe um mosquito aliado, que carrega a bactéria Wolbachia e não transmite dengue", afirmou.

Lançamento do Método Wolbachia em Porto Velho para controle da dengue.
Lançamento do Método Wolbachia em Porto Velho para controle da dengue.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Maria, ressaltou que a tecnologia reforça o trabalho de vigilância e prevenção e pediu a participação da população mesmo com a nova ferramenta: "Os cuidados continuam sendo indispensáveis."

O prefeito Léo Moraes disse que a iniciativa alia ciência e responsabilidade e que a tecnologia fortalece as ações diárias de proteção à população, sem substituir a atuação comunitária no combate aos focos do mosquito.

Educação ambiental avança em Vila da Penha e Abunã
Ação de educação ambiental em Porto Velho sobre a dengue.

Enquanto a liberação dos mosquitos com Wolbachia avança, as autoridades mantêm recomendações básicas de prevenção, que continuam fundamentais:

  • Eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e baldes.
  • Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre bem tampados.
  • Limpar calhas e ralos para evitar o acúmulo de água.
  • Colocar areia nos pratinhos das plantas.
  • Descartar corretamente recipientes que possam acumular água da chuva.
  • Manter piscinas tratadas ou devidamente cobertas.

As autoridades afirmam que a expectativa é obter redução significativa dos casos de arboviroses em Porto Velho ao longo dos próximos anos, seguindo os resultados observados em outras localidades que adotaram o método.

Fonte das informações: tudorondonia.com

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