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  • 18 Apr, 2026

A Polícia Federal inicia monitoramento de facções criminosas para garantir eleições de 2026 seguras, com foco em dados de inteligência e movimentações financeiras suspeitas.

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A Polícia Federal iniciou um monitoramento preventivo visando identificar e neutralizar tentativas de interferência de facções criminosas nas Eleições de 2026. A informação foi divulgada por Dennis Calli, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF (DICOR), durante o Seminário da Justiça Eleitoral, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira, 28.

Calli explicou que a iniciativa baseia-se em dados de inteligência e análises de eleições passadas que apontam tentativas do crime organizado de influenciar resultados eleitorais, especialmente em áreas mais suscetíveis à atuação de facções. O enfoque é atuar antecipadamente para mitigar riscos antes que se materializem.

“O monitoramento é contínuo e preventivo. A Polícia Federal se empenha para assegurar que o processo eleitoral transcorra de maneira livre, segura e sem coação”, declarou Calli.

Um aspecto crucial abordado pelo diretor da DICOR é o monitoramento de movimentações financeiras atípicas que ocorrem no período pré-eleitoral. A PF está atenta ao uso excessivo de dinheiro em espécie, uma prática vinculada a esquemas de financiamento de campanhas ilegítimas e à lavagem de dinheiro.

De acordo com Calli, a análise combinada de informações financeiras com dados de inteligência ajuda na identificação de padrões suspeitos, permitindo a mobilização rápida das equipes responsáveis pela investigação. “Essas movimentações tendem a aumentar conforme o período eleitoral se aproxima, o que demanda uma vigilância redobrada”, afirmou.

A colaboração entre a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral integra uma estratégia mais ampla para proteger a integridade do voto e a legitimidade das eleições, reforçando o combate à influência do crime organizado no sistema democrático brasileiro.

O seminário do TSE contou com a presença de autoridades da segurança pública, magistrados e especialistas, todos com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção, fiscalização e resposta a potenciais ameaças ao processo eleitoral.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: EBC