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  • 10 Jun, 2026

Emenda assinada por cinco deputados de Rondônia amplia flexibilizações trabalhistas, permite jornadas de até 52h por acordo e adia mudanças no 6x1 até 10 anos.

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Cinco deputados federais da bancada de Rondônia estão entre os 176 parlamentares que assinaram uma emenda que modifica e torna mais flexível a proposta de fim da escala 6x1, prevista em projeto em tramitação no Congresso Nacional.

Assinaram a emenda os deputados:

  • Lúcio Mosquini (PL-RO)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Thiago Flores (União Brasil-RO)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)

O texto da emenda, de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS), transforma a proposta original — que previa redução gradual da carga horária — em uma alteração que amplia a flexibilização das regras trabalhistas e autoriza um período de transição de até 10 anos para a adoção das mudanças.

Na prática, a emenda altera a meta inicial de redução para 36 horas semanais, fixando como novo limite 40 horas semanais, e permite que acordos individuais ou coletivos ampliem essa jornada em até 30%. Essa combinação abre possibilidade para jornadas de até 52 horas semanais.

Além da ampliação de horas, o texto autoriza que flexibilizações relacionadas a escalas, banco de horas e intervalos prevaleçam sobre a legislação vigente, sem exigir que as empresas concedam vantagens ou contrapartidas adicionais aos trabalhadores.

A proposta também prevê que as alterações constitucionais só entrem em vigor após um período de transição de até 10 anos, o que adia a implementação das mudanças e transfere parte dos custos da adaptação para os cofres públicos.

Como compensação para empresas que aderirem ao novo regime, o texto inclui benefícios fiscais e trabalhistas, entre eles redução de 50% na contribuição ao FGTS, isenção temporária de recolhimento à Previdência Social para novos contratados e deduções no Imposto de Renda e na CSLL.

Enquanto a proposta inicial buscava uma resposta imediata à exaustão causada pela escala 6x1, a emenda aprovada por estes parlamentares passa a ser criticada por ampliar a flexibilização, favorecer empregadores e postergar alívio aos trabalhadores afetados pela rotina de trabalho.



Fonte das informações: Rondoniaovivo