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  • 01 Aug, 2026

Quebra-molas instalado na rua Capão da Canoa, em Três Marias (Porto Velho), causou três acidentes; moradores cobram sinalização e adequação técnica.

A instalação recente de um quebra-molas no cruzamento das ruas Capão da Canoa e Liberdade, no bairro Três Marias, zona Leste de Porto Velho, transformou um trecho de ligação rápida entre as avenidas Mamoré e Guaporé em um ponto de risco para motoristas e motociclistas.

Só nesta terça-feira (23) foram registrados três acidentes graves no mesmo local, em horários distintos, o que gerou revolta entre moradores e pedidos por providências imediatas das autoridades responsáveis pelo trânsito e pela manutenção viária.

De relatos de moradores, a falta de sinalização adequada em torno do redutor de velocidade tem surpreendido condutores e contribuído diretamente para as ocorrências. Em um dos casos, um motociclista sofreu ferimentos graves na cabeça, no rosto, nos braços e nas pernas e precisou de atendimento médico urgente. Em outro, uma mulher teve fratura exposta na perna ao perder o controle da motocicleta; um terceiro condutor também ficou seriamente ferido após queda no mesmo ponto.

Moradores afirmam que o trecho tem fluxo intenso e que a intervenção, da forma como foi executada, criou um cenário de risco em vez de reduzir acidentes. A principal cobrança é pela instalação de sinalização vertical e horizontal antes do local — incluindo placas de advertência em distância e pintura visível no solo — antes da retomada do tráfego normal.

Segundo testemunhas, inicialmente não havia sinalização suficiente para alertar os condutores sobre o obstáculo. Após as ocorrências e a repercussão das reclamações, uma equipe realizou pintura zebrada no redutor, medida que melhorou a visibilidade à noite, mas que, na avaliação dos moradores, ainda é insuficiente. Atualmente existe apenas uma placa junto à própria lombada, sem avisos em distância.

Regras técnicas do CONTRAN

A Resolução nº 973/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) regulamenta as lombadas e estabelece dois modelos oficiais. O Tipo A é destinado à redução de velocidade a até 30 km/h, com 3,70 m de comprimento e altura entre 8 cm e 10 cm. O Tipo B é aplicado em vias locais para redução a até 20 km/h, com 1,50 m de comprimento e altura entre 6 cm e 8 cm. A norma também exige que a instalação seja precedida de estudo técnico de engenharia de tráfego e acompanhada de sinalização adequada, com placas A-18 e pintura de advertência no solo.

Verificação realizada no local indica que o quebra-molas instalado tem cerca de 10 cm de altura, dentro do limite máximo previsto, mas apresenta largura aproximada de 1,73 m, acima dos 1,50 m estabelecidos para o Tipo B, o que configura desconformidade com o padrão técnico.

Moradores e condutores apontam ainda que a instalação ocorreu de forma repentina, sem comunicação prévia ou sinalização provisória que permitisse a redução de velocidade segura. A comunidade pede intervenção imediata dos órgãos competentes para adequar a estrutura às normas técnicas, instalar sinalização vertical e horizontal em distância adequada e, se necessário, revisar as dimensões do redutor para eliminar riscos e evitar novos acidentes.

O objetivo das solicitações é restabelecer a segurança no trecho, que atendia como ligação rápida entre avenidas importantes da região Leste da capital, minimizando risco a pedestres, motociclistas e motoristas.

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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